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III Colóquio Brasil-Estados Unidos de Estudos da Comunicação 3rd Brazil-US Colloquium on Communication Studies |
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"Rádio e TV na fronteira” [Radio and TV on the Border] Daniela Ota e Gladis Linhares, Pantanal University for State Development in Campo Grande |
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Falar de integração entre as comunidades fronteiriças sul-mato-grossenses incorre em discorrermos sobre um processo dinâmico e flexível. A afirmação do eu e o reconhecimento do outro estão expressos em intercâmbios estabelecidos cotidianamente entre a população fronteiriça. Essas trocas diárias através das relações sociais, políticas, econômicas e culturais que ocorrem tornam singular os valores e comportamentos de quem habita uma área, muitas vezes, tratada como marginal, onde o local e o internacional oscilam dependendo da situação e da necessidade. A flexibilidade existente na fronteira que incorpora os espaços geográficos ao tecido social faz com que as comunidades assumam em vários momentos a posição de diferentes e semelhantes. Afinal, o outro não é um desconhecido, mas um indivíduo que, através de laços familiares, compartilha muito mais do que atividades diárias com o vizinho. Essas dinâmicas podem ser evidenciadas também nos processos comunicacionais, entre eles os expressos pela mídia eletrônica. A análise se deu na fronteira de Ponta Porã-Pedro Juan Caballero e Corumbá-Puerto Quijarro. No caso das emissoras de rádio a caracterização para análise dos conteúdos se deu nas emissoras binacionais, já em televisão, a amostragem ocorreu nas emissoras localizadas em Ponta Porã e Corumbá afiliadas à Rede Globo com emissão em língua portuguesa. Observa-se uma similaridade de assuntos em ambos os veículos, característicos destas fronteiras secas como tráfico de drogas, armas, animais e contrabando além de temas relacionados à vida cotidiana como festas populares, infra-estrutura dos municípios, educação e saúde.
We see a dynamic and flexible process when we observe the integration of Southern border communities in the Mato Grosso region. The affirmation of an “I” and the recognition of an “Other” are present in these daily exchanges, which have reinforced a regional identity despite political, social and economic differences that make border-dwellers into marginals. The border is a more flexible space for the incorporation of similarities and differences. In the end, the “other” is not an unknown person, but someone we share much with through family ties and communication processes, largely through the media. This process was studied in a content analysis of binational radio broadcasts in Ponta Porã-Pedro Juan Caballero and Corumbá-Puerto Quijarro. Both Globo affiliates, the broadcasts were striking similar in terms of their treatments of the other side of the border with regards to not only trafficking drugs, arms, animals and other contraband, but also with regards to stories about daily life, popular celebrations, and municipal health and education infrastructures.
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